Ady Addor, grande mestre de ballet

O nome de Ady Addor remete automaticamente, a uma profissional de carreira sólida e que foi capaz de ensinar com maestria. A bailarina e maítre de balé, reconhecida internacionalmente, atuou como primeira bailarina em companhias como: Ballet do IV Centenário de São Paulo, American Ballet Theatre de Nova York, Ballet Nacional de Cuba e o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

Ady Addor nasceu no Rio de Janeiro em 1935, onde passou a infância e a adolescência. Aos 10 anos, ingressou na escola de balé e, aos 16, deixou os estudos para seguir a carreira de bailarina. Dois anos mais tarde, um crítico de dança foi a sua casa pedir que seus pais permitissem sua mudança para São Paulo, a fim de que ela pudesse integrar o corpo de baile do Balé do IV Centenário. A bailarina logo foi promovida a solista, o que representou um grande salto em sua carreira. Com o fim da companhia, criada para as comemorações dos 400 anos da cidade de São Paulo, Ady se transferiu, por um ano, para o American Ballet Theatre. Depois, ela se casou e parou temporariamente de dançar. Voltou aos palcos quando, morando com o marido na Venezuela, conheceu Alicia Alonso e integrou por dois anos o Ballet Nacional de Cuba. Encerrou completamente a carreira de bailarina em 1961, para ser professora de ballet e coreógrafa.

Ady morreu em agosto de 2018, aos 82 anos, ainda dando aulas de ballet, após uma carreira de sucesso. É de su criação o projeto Mestres da Dança, que tinha como objetivo aproximar grandes professores que escreveram a história do ballet no Brasil dos bailarinos e professores da nova geração.

Há dois anos do seu falecimento, assim lembramos dela:

“Ady era inspiradora!!! A cada aula fazia com que nos sentíamos num palco, capazes sempre de nos superarmos. Fazia com que nossa imaginação de estarmos penduradas por cordinhas no teto, nos levasse ao verdadeiro equilíbrio e leveza… Era de uma força e exigência que nos fazia chegar à perfeição… Eu tinha um enorme respeito e admiração por essa Mestra que agora virou uma estrela no céu…” (Lili Almeida, professora de ballet e sócia proprietária da Cia das Artes)

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“Ady era uma mestra generosa, dedicada a arte do ballet, sempre atenta a corrigir os grandes e mínimos detalhes. No começo podia-se achar que ela era ríspida porém aos poucos, ela ia mostrando que nao era tão dura.

Um olhar aguçado, uma inteligência para a dança impressionante! Foi ela quem me explicou as forças contrárias, e como achar o eixo que nunca mais perdi. Passava sequências maravilhosas e pequenos saltos dificílimos, adágios que exigiam força e leveza. Um grande privilégio que tive foi dançar uma coreografia sua, ser ensaiada por ela, uma dança que aliava a técnica com a fluidez ao lado de 2 lindas bailarinas.

Aprendi muito com Ady Addor, como professora e sua conduta impecável dentro de sala de aula. Me espelho no que ela foi e levo o que aprendi ao meus alunos. E hoje agradeço por ter aprendido tanto com ela!” (Camilla Maximiano, professora de ballet)

Fonte: dancaempauta.com.br, acervo.museudapessoa.org

 

Daiane e o Brasileirinho

Daiane dos Santos foi a primeira ginasta brasileira, entre homens e mulheres, a conquistar uma medalha de ouro em uma edição do Campeonato Mundial. Ela fez parte da primeira seleção brasileira completa a disputar uma edição olímpica, nos Jogos de Atenas, repetindo a presença nas edições seguintes, nas Olimpíadas de Pequim e Londres.

Winnipeg, Canada, 1999. Foto:Washington Alves/COB/Divulgacao

Daiane possui dois movimentos nomeados após ser a primeira ginasta no mundo a realizá-los: o duplo twist carpado, ou Dos Santos I, e a evolução deste primeiro: o duplo twist esticado, ou Dos Santos II, que possui maior grau de dificuldade.

Em 2003, ao executar pela primeira vez o duplo twist carpado, ao som de Brasileirinho, Daiane conquistou a medalha de ouro na prova do solo do Campeonato Mundial de Anaheim, nos EUA.  O Brasileirinho é um choro composto em 1947 por Waldir Azevedo.

Hoje, acrobacia e canção raramente são dissociadas da atleta e fazem parte de sua identidade no imaginário brasileiro.

Daiane começou aos 11 anos, mais tarde que a maior parte dos ginastas, mas a paixão pela ginástica e o esforço dentro do ginásio rendeu frutos: aos 13 entrou para a seleção e competiu o Sul-Americano, ganhando medalha. Enquanto treinava e competia, cursou a carreira de Educação Física. Na sua carreira, Daiane conquistou 9 medalhas de ouro em etapas de Copa do Mundo. Suas últimas apresentações como ginasta ocorreram nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Aposentou-se aos 29 anos. Atualmente trabalha no projeto socioeducativo Brasileirinhos. “Quero quebrar o tabu de que a ginástica é pro Sul e Sudeste. A ginástica é pra quem gosta, pra quem está apaixonado”.

Fontes: wikipédia, gazeta esportiva, confef.org.br/confef/comunicacao/revistaedf/4489

Dança e cinema 2

Mikhail Baryshnikov no filme MOMENTO DE DECISÃO (The turning point, 1977)

No início de 1978, o cineasta americano Herbert Ross se viu em uma situação agradável, mas um tanto rara em seu meio. Seus dois trabalhos lançados no ano anterior concorriam ao Oscar de Melhor Filme, tornando-o rival dele mesmo. A comédia romântica “A garota do adeus” deu o prêmio de melhor ator a Richard Dreyfuss, enquanto sua maior aposta, o drama familiar “Momento de decisão” saiu da cerimônia sem nenhuma estatueta, apesar de suas generosas 11 indicações. Mas isso não reflete o fato de ser um dos mais consistentes dramas sobre os bastidores do balé, mesmo que o utilize apenas como pano de fundo de uma história humana e envolvente.

Trailer do filme

Primeiro filme de Mikhail Baryshnikov, a sua capacidade de interpretação lhe rendeu uma indicação ao Oscar.

Sobre o filme

“Momento de decisão” conta a história de duas mulheres de mundos aparentemente diferentes, mas que possuem dentro delas muito mais em comum do que aparentam. Shirley MacLaine vive Deedee Rodgers, uma dona-de-casa que abandonou uma promissora carreira como bailarina profissional para dedicar-se à família. Ao lado do marido, dirige uma escola de dança, enquanto vê os filhos (dois dos quais também são bailarinos) crescerem. Sua amiga de juventude, Emma Jacklin (Anne Bancroft) é exatamente seu contrário. Abdicou da vida pessoal para cuidar da carreira, tornou-se uma admirada e invejada bailarina, protagonista das mais importantes coreografias. Quando as duas se reencontram, o conflito se instala. Entre as duas, no epicentro do drama, a filha de Deedee (Leslie Browne, bailarina do ABT), tenta seguir seu próprio caminho, que se complica quando ela se apaixona por Yuri (Mikhail Baryshnikov), um bailarino russo com quem divide os palcos e suas primeiras noites.

Poster do filme

Sobre Mikhail Baryshnikov

Nasceu em 1948 na União Soviética e começou seus estudos de balé em 1960. Seu talento, em particular a força de sua presença e a pureza de sua técnica clássica, foi reconhecido por vários coreógrafos soviéticos que criaram coreografias para ele. O virtuoso Vestris, de Jacobson, em 1969, juntamente com a intensidade emocional de Albrecht, em Giselle, tornou-se a sua assinatura.

Vestris (1969)

Iniciou sua promissora carreira no Kirov Ballet em Leningrado. Durante uma apresentação da companhia no Canadá, em 1974, buscou asilo no país e, em 1986, naturalizou-se norte-americano. Após atuar como autônomo ao lado de várias companhias, juntou-se à Companhia de Ballet de NY como solista para aprender o estilo de movimento de George Balanchine. Ele dançou com a companhia American Ballet Theatre, onde posteriormente se tornou diretor artístico. Baryshnikov liderou muitos de seus próprios projetos artísticos e foi associado principalmente à promoção da dança moderna. Seu sucesso como ator no teatro, cinema e televisão o ajudaram a se tornar provavelmente o mais largamente reconhecido bailarino contemporâneo.

Outros filmes com Mikhail Baryshnikov: O sol da meia-noite (White Nights de 1985) ao lado do dançarino e ator americano, Gregory Hines; Dancers (1987).

Mikhail Baryshnikov e Leslie Browne

Fontes: umfilmepordia.blogspot.com, adorocinema.com

Jorge Donn Bolero Ravel Béjart

Dança e cinema 1

Duas expressões da arte que amo demais!

Mas não quero falar de filmes de dança e sim daqueles onde uma sequência de dança deixa você flutuando como num estado de graça!

O primeiro que vem na minha cabeça é Retratos da Vida (Les uns et les autres), obra prima do diretor francês Claude Lelouch, de 1981. No filme, a vida de três gerações de quatro famílias em diferentes países (Rússia, França, Alemanha e EUA), todas ligadas pela música, são afetadas pela Segunda Guerra Mundial.

Suas vidas se cruzam ao final do filme, em uma cena marcante: um grande concerto pela paz embaixo da Torre Eiffel, promovido pela Cruz Vermelha. Bailarinos, cantores, músicos e maestro se reúnem para celebrar a vida.

Em suma, um filme de mais de duas horas e meia de duração, com um final apoteótico de mais de dez minutos graças à sensualidade da coreografia de Maurice Béjart, à interpretação excepcional de Jorge Donn e a intensidade do Bolero de Ravel.

Por isso, cada vez que ouço o Bolero, o primeiro que vem na minha mente é Jorge Donn.

Jorge Donn nasceu em 1947 em Argentina e morreu precocemente por complicações do Sida em Lausanne, Suíça, aos 45 anos. Começou a dançar de pequeno no Instituto de Arte do Teatro Colón. Em 1963, nesse mesmo teatro, o Ballet do Século XX, companhia de Maurice Béjart, se apresenta em Buenos Aires pela primeira vez. Nessa mesma gira, a companhia se apresentaria também no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao finalizar o espetáculo, um garoto corre até seu ídolo, Béjart. Com 16 anos, corpo magro e reto, rosto meigo e nervos alterados, Donn pede ao coreógrafo permissão para assistir as suas aulas. O mestre aceita. No fim da aula, quase sem pensar, o jovem pede ir com ele para a Europa e formar parte da sua companhia. Béjart responde que estão completos e que ele é muito jovem ainda. Mas Jorge já está decidido. Compra uma passagem de barco só de ida para a França. Três meses mais tarde participa das aulas de Béjart. Um dos bailarinos da companhia adoece e Jorge o substitui. Três anos depois, ele inspirava as peças de um dos mais importantes coreógrafos da história moderna da dança: Maurice Béjart.

A crítica internacional descreveu a Jorge Donn como uma personalidade magnética, com vigor atlético e fluido lirismo, identificando-o como um ator do movimento. Foi muitas vezes comparado a um felino, pelas suas caraterizações, sua sensualidade e pelos seus cabelos cacheados longos e loiros.

Teve como partners inúmeras estrelas do balé mundial como Maia Plissetskaia e Márcia Haydée. Passou pelo New York City Ballet, onde trabalhou com George Balanchine e participou também de produções nos teatros mais importantes do mundo, incluindo o Bolshoi.

Béjart criou sua primeira versão para o Bolero em 1961, dançada por homens, tornando-a uma de suas obras mais importantes. Ele manteve o argumento original: o solista que dança sobre uma mesa e contagia outros dançarinos à sua volta. Em Retratos da Vida, Jorge Donn a imortalizou.

Para quem acha o Bolero entediante, compartilho outra cena de dança do filme, de grande beleza visual: Jorge Donn dançando em um majestoso palácio ao som do 4º movimento da 7º Sinfonia de Beethoven.

Sobre o Bolero
Criado em 1928, é a obra mais conhecida do compositor francês Maurice Ravel (1875-1937) e uma das mais populares de todo o repertório clássico. De fato, o Bolero é executado a cada dez minutos no mundo.
Ravel tinha concordado em escrever um balé com acento espanhol para a dançarina russa Ida Rubinstein. A melodia simples é repetida por 169 vezes, em crescente, até finalmente liberar a tensão reprimida em uma explosão catártica.
O Bolero, com coreografia de grande sensualidade assinada pela renomada Bronislava Nijinska,  irmã do bailarino Nijinski, estreou na Ópera de Paris e foi recebida com estardalhaço por uma ruidosa plateia que aplaudia e berrava. Uma mulher foi ouvida gritando: “O louco! O louco!” referindo-se ao compositor. Quando Ravel soube do ocorrido, teria respondido: “Aquela mulher… ela entendeu”.

Fontes: Enciclopédia Latino-americana; cinepipocacult.br.

Mercedes Baptista: primeira bailarina negra que dançou em um Teatro Municipal do Brasil

Além de bailarina, coreógrafa e professora, Mercedes Baptista (1921-2014) foi militante da arte, da cultura e da identidade do negro brasileiro.

Seus sonhos pelos palcos nasceram na época que trabalhou na bilheteria de um cinema, em suas horas vagas, escapava para a sala de projeção e sonhava em ser uma artista como aquelas que via nas telonas. De origem humilde, trabalhou, também, em uma fábrica de chapéus e como empregada doméstica.

Nascida no norte fluminense, mudou-se para o Rio de Janeiro ainda muito jovem, onde teve suas primeiras lições de ballet clássico e dança folclórica, em 1945, na escola de dança da bailarina Eros Volússia, reconhecida por seu método de investigação das danças populares.

Três anos mais tarde, Mercedes ingressou, por meio de um concurso, no Corpo de Baile do Theatro Municipal, tornando-se assim a primeira mulher negra a ingressar como bailarina nesta casa de espetáculos. Logo na seleção, sentiu a forte discriminação que procurava afastá-la dos palcos. No teste de cinco etapas, Mercedes não foi avisada da última prova para mulheres, soube que disputaria com os homens, mas não desistiu demonstrando ainda mais seu talento. E embora fizesse parte do corpo de baile do teatro, teve poucas chances de atuar, pois escassas vezes foi escalada para as apresentações.

Mercedes Baptista é considerada a maior autoridade em dança folclórica afro-brasileira, explorando o maracatu, candomblé, jongo, frevo, capoeira, samba, cafezal, congo entre outras manifestações, ritmos e danças.

Sua formação na Companhia e Escola de Dança da bailarina e antropóloga Katherine Dunham, na década de 1950, nutriu Mercedes com danças africanas e ballet contemporâneo e definiu o rumo do trabalho que ela desenvolveu no Brasil.
Fundou sua própria companhia, formada por bailarinos negros que desenvolviam pesquisas e divulgavam a cultura negra posicionando-se como a principal precursora da dança afro-brasileira. Na década de 1960, inseriu a dança clássica no desfile da escola de samba Salgueiro, do Rio de Janeiro. Foi coreógrafa da Comissão de Frente, que dançou o minueto. O Salgueiro ganhou o Carnaval nesse ano com um desfile que se tornou referência e revolucionou o carnaval carioca.

Na decada de 1970, Mercedes dedicou-se ao ensino, foi professora de dança afro-brasileira da Escola de Dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nos EUA, ministrou cursos no Connecticut College, Harlem Dance Theather e Clark Center de Nova York. Foi reconhecida por seus alunos como uma professora rígida e exigente, mas mesmo tempo sua bondade tornava possível aos alunos mais humildes e dedicados realizarem as aulas gratuitamente. Em 1976 foi homenageada pelo Bloco Carnavalesco Alegria de Copacabana e seu sucesso como coreógrafa a tornava cada vez mais requisitada para o cinema e a televisão.  

Só a partir dos anos noventa, a artista começou a ser reconhecida no país por sua inestimável contribuição para a dança brasileira e para o carnaval carioca. Sua história de luta e superação também foi tema do livro “Mercedes Baptista – A criação da identidade negra na dança”, do escritor Paulo Melgaço. A obra apresenta como a dançarina clássica foi importante referência à valorização da cultura brasileira de matriz africana e na luta pela reafirmação do negro como artista.

“Balé Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista”, vídeo-documentário dirigido por Lílian Solá e Marianna Monteiro, lançado em 2006

Fontes: Mundo  bailarinistico, Museu Afrobrasil, Itaú cultural, Click on dance

Anna Pavlova, uma lenda e uma sobremesa

Você já deve ter provado ou ouvido falar da sobremesa Pavlova. A pavlova é um bolo a base de merengue, crocante por fora e macio por dentro, sendo por vezes decorado com frutos em cima. O que talvez você não saiba é que este doce foi criado em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova.

Anna Pavlova nasceu em São Petersburgo em 1881. Aos oito anos, como presente de aniversário, sua mãe a levou para assistir o balé “A Bela Adormecida”. Anna emocionou-se tanto, que decidiu a partir daquele dia se dedicar à dança.

Fez carreira ainda muito jovem no Ballet Imperial Russo e mais tarde, com a própria companhia, realizou várias turnês pela Europa, América e Ásia. Grande bailarina, destacou-se pela disciplina e pela técnica brilhante, a que uniu a grande expressividade de sua força individual. O seu repertório era clássico, convencional, mas gostava de incluir números de danças étnicas.

Seu ballet mais famoso foi “A morte do cisne”, modificado especialmente para ela pelo coreógrafo Mikhail Fokine. A crítica especializada em ballet é unânime em afirmar que ninguém nunca dançou com tanta dor e talento “O lago dos cisnes“, de Tchaikovski. Suas turnês inspiraram toda uma geração e, com nunca antes, Pavlova levou o ballet a muito mais pessoas. Veio ao Brasil várias vezes, apresentando-se em 1918 no Teatro da Paz em Belém do Pará, e na década de 1920 no Teatro Municipal de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No final do século XIX o ideal da bailarina era ter um corpo compacto e musculoso, para poder atender aos requisitos de técnica e performance. Anna Pavlova mudou esta visão com a sua figura feminina, graciosa e delicada. Foi uma das primeiras bailarinas a usar um reforço de couro na sapatilha de ponta. Seus pés eram finos e o peito do pé muito curvado. O reforço servia para minimizar o stress nos dedos e facilitar a execução do “en pointe”, mas as sapatilhas ficavam com uma base mais larga, por isso ela retocava todas as suas fotos para que a ponta parecesse mais fina, preservando o ideal romântico de dançar em pontas minúsculas. Isso que na época causou polêmica, com o passar do tempo tornou-se padrão.

Após uma turnê pela Europa e voltando para a Holanda, o comboio em que viajava descarrilou. Anna resolveu sair do trem para ver o que tinha acontecido e vestindo roupas leves foi caminhando pela neve. Dias mais tarde, foi acometida de forte pneumonia. O cisne estava sozinho no lago. A mulher que poderia retratar a morte e a transfiguração no palco estava lutando por sua vida. Morrendo, ela pediu que seu traje de cisne lhe fosse trazido. Faleceu semanas depois, no auge da fama e perto de completar 50 anos. Somente a morte poderia separá-la da dança.

A sobremesa capta perfeitamente o espírito e a arte de Pavlova. O merengue assemelha-se a um tutu cheio de ondas, e as frutas coloridas lembram o brilho vertiginoso de sua dança. A própria vida do doce parece espelhar a famosa rotina das penas de Pavlova: a beleza desaparece rapidamente depois da criação e, a menos que seja consumida, a fruta e o creme despencam – uma sobremesa que morre, como o cisne.

E não deixe de assistir esta jóia de 1920! https://www.youtube.com/watch?v=5SIhAVGDGPs

Fontes: estoriasdahistoria12.blogspot.com; biografias.netsaber.com.br; dancer.com

A delícia de subir ao palco!

A delícia de subir ao palco!

Mmm… mas o frio na barriga, os nervos, o medo de esquecer os passos?

Ah, tudo isso acontece, faz parte. Não é a mesma coisa que ensaiar na sala de aula. No palco, tem luzes brilhantes, o figurino – que nem sempre é tão confortável como o uniforme – e aquele imenso quadro escuro visto do palco, que é a plateia.

Então pense que você treinou muito para chegar neste momento. Que seu colega ao lado é o mesmo dos ensaios. Que a frente, trás, lado é a mesma, não importa que no lugar da platéia, antes era o espelho.

Aproveite cada segundo, porque no palco, o tempo voa! o melhor de si, sorria, represente, dance e transmita o que estiver sentindo.

E se errar? Continue dançando, afinal a platéia não sabe a coreografia 😉

Com certeza ao acabar de dançar, sua ligação com sua turma será mais forte e uma sensação inexplicável de felicidade tomará conta de você: a delícia de subir ao palco!

Break a leg e bom espetáculo!

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Imagem destacada – Espetáculo Aladdin, 2018, fotógrafo Fábio Capretz

Atividade física na vida moderna

Atividade física na vida moderna

A vida moderna atual é agitada, poderia se dizer que não é mais uma tendência: ela já está instalada e vai ficar!
Também é fato que a rotina (ou não rotina) de homens e mulheres, jovens e adultos –todos sem exceção – precisam da atividade física para que o indivíduo possa ter uma vida saudável e plena, no nível físico, mental e emocional.
Conforme o IBGE, a falta de prática esportiva ou atividade física é mais frequente entre as mulheres: duas em cada três não se exercitam.

Mas, quais são as necessidades conforme a idade e como ter sucesso, ou seja, não começar para logo desistir?

Evitar o excesso de peso e a obesidade

Diminuir a probabilidade de desenvolver doenças (ex: cardiovasculares, câncer, diabetes, manter a pressão arterial)

“Domesticar” o estresse

Aumentar a autoestima

Aumentar a concentração

Sociabilização

Sensação generalizada de bem-estar físico e psicológico.

Quais são as necessidades
Segundo a OMS, adultos entre 18 e 64 anos de idade requerem a prática de exercícios aeróbicos durante 150 minutos por semana, em nível de atividade moderada ou 75 minutos de exercícios aeróbicos em atividade vigorosa

Para pessoas acima dos 65 anos, a recomendação é 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana em nível de atividade moderada ou 75 minutos de exercícios aeróbicos em atividade vigorosa.

Os adultos mais velhos, com mobilidade comprometida, devem realizar atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas em 3 ou mais dias por semana.

Atividades de fortalecimento muscular, envolvendo grandes grupos musculares, deve ser feito em 2 ou mais dias por semana.

Como podemos ajudar
As atividades numa escola de dança muitas vezes seguem um currículo de aprendizado, mas em alguns casos é imprescindível evoluir e oferecer ao aluno uma proposta eficaz para que não desista na empreitada por manter a atividade física entre as suas prioridades. E por isso que nós também nos adaptamos à vida moderna atual agitada e agora oferecemos aulas avulsas que se encaixam no seu dia a dia!

Ligue para o 3773-6660 ou melhor, venha nos visitar, conheça nossa escola e poderemos conversar para formatar o melhor plano de atividade física especialmente adaptado às suas necessidades.

Além disso, a dança pode melhorar a memória, o aprendizado e o equilíbrio.

A dança melhora o funcionamento do cérebro e reverte os sinais de envelhecimento

Além disso, a dança pode melhorar a memória, o aprendizado e o equilíbrio.
As pessoas de idade que participam de uma atividade física de forma frequente, podem reverter os sinais de envelhecimento em seus cérebros.

A diferença dos programas de treinamento tradicionais (dentre outros tipos de exercícios estudados num estudio, conforme vídeo abaixo), a dança foi o, que teve o efeito mais profundo de reversão dos sinais de envelhecimento.

Os estudos mostram que a dança ajuda a combater o estresse, a ansiedade e a depressão.
A prática de diferentes tipos de dança mantém o indivíduo num processo de aprendizado constante que aumenta o tamanho da região do cérebro chamada hipocampo. Essa região normalmente declina com a idade e é severamente afetada por doenças como Alzheimer. O resultado é uma melhora na memória e no aprendizado, além da manutenção do equilíbrio.

Os participantes do estudo foram apresentados com novas rotinas de dança a cada semana. Passos, movimentos com os braços, formações, velocidade e ritmos eram mudados a cada segunda semana para manter os indivíduos num aprendizado constante.

O maior desafio para eles era lembrar as rotinas, somado à pressão do tempo e sem a ajuda do instrutor. Esses desafios adicionais explicam a notável diferença no equilíbrio, muito importante nas pessoas de idade.

Danças de diferentes géneros tem o mesmo efeito, seja jazz, música latina ou dança em grupos.

Num estudo anterior, a dança também foi muito efetiva em pessoas que sofrem de demência.

Ou seja, o exercício físico e mental contribuem para uma vida saudável e aprender diferentes tipos e coreografias de dança, podem rejuvenecer o corpo e a mente, minimizando os diversos fatores de risco e desacelerando os declínios cognitivos, mentais e físicos associados à idade.

Fonte: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fnhum.2017.00305/full

Quer conhecer nosso projeto Alpha? Entre em contato com a Cia pelo tel.: (11) 3773-6660 ou por E-mail: contato@escolaciadasartes.com

Preconceito na dança…

Preconceito na dança…

Os homens também dançam!
E quem disse que não? Desde o início da dança nas cortes no século XIV os homens já dançavam fazendo parte dos casais de um minueto, ou mesmo sozinhos como os “Bobos da Côrte”.

Mikhail Baryshnikov

Nos Ballets de Repertório sempre temos o casal principal, e outros casais, que também fazem parte do contexto, sendo que a presença da figura masculina (independente da escolha sexual) se faz muito importante e necessária.

Hoje em dia os homens dançam vários estilos como o hip hop, sapateado, jazz, contemporâneo, Ballet, stiletto, podendo se expressar através da técnica e do movimento, essa arte tão maravilhosa que é a dança.

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