Mercedes Baptista: primeira bailarina negra que dançou em um Teatro Municipal do Brasil

Além de bailarina, coreógrafa e professora, Mercedes Baptista (1921-2014) foi militante da arte, da cultura e da identidade do negro brasileiro.

Seus sonhos pelos palcos nasceram na época que trabalhou na bilheteria de um cinema, em suas horas vagas, escapava para a sala de projeção e sonhava em ser uma artista como aquelas que via nas telonas. De origem humilde, trabalhou, também, em uma fábrica de chapéus e como empregada doméstica.

Nascida no norte fluminense, mudou-se para o Rio de Janeiro ainda muito jovem, onde teve suas primeiras lições de ballet clássico e dança folclórica, em 1945, na escola de dança da bailarina Eros Volússia, reconhecida por seu método de investigação das danças populares.

Três anos mais tarde, Mercedes ingressou, por meio de um concurso, no Corpo de Baile do Theatro Municipal, tornando-se assim a primeira mulher negra a ingressar como bailarina nesta casa de espetáculos. Logo na seleção, sentiu a forte discriminação que procurava afastá-la dos palcos. No teste de cinco etapas, Mercedes não foi avisada da última prova para mulheres, soube que disputaria com os homens, mas não desistiu demonstrando ainda mais seu talento. E embora fizesse parte do corpo de baile do teatro, teve poucas chances de atuar, pois escassas vezes foi escalada para as apresentações.

Mercedes Baptista é considerada a maior autoridade em dança folclórica afro-brasileira, explorando o maracatu, candomblé, jongo, frevo, capoeira, samba, cafezal, congo entre outras manifestações, ritmos e danças.

Sua formação na Companhia e Escola de Dança da bailarina e antropóloga Katherine Dunham, na década de 1950, nutriu Mercedes com danças africanas e ballet contemporâneo e definiu o rumo do trabalho que ela desenvolveu no Brasil.
Fundou sua própria companhia, formada por bailarinos negros que desenvolviam pesquisas e divulgavam a cultura negra posicionando-se como a principal precursora da dança afro-brasileira. Na década de 1960, inseriu a dança clássica no desfile da escola de samba Salgueiro, do Rio de Janeiro. Foi coreógrafa da Comissão de Frente, que dançou o minueto. O Salgueiro ganhou o Carnaval nesse ano com um desfile que se tornou referência e revolucionou o carnaval carioca.

Na decada de 1970, Mercedes dedicou-se ao ensino, foi professora de dança afro-brasileira da Escola de Dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Nos EUA, ministrou cursos no Connecticut College, Harlem Dance Theather e Clark Center de Nova York. Foi reconhecida por seus alunos como uma professora rígida e exigente, mas mesmo tempo sua bondade tornava possível aos alunos mais humildes e dedicados realizarem as aulas gratuitamente. Em 1976 foi homenageada pelo Bloco Carnavalesco Alegria de Copacabana e seu sucesso como coreógrafa a tornava cada vez mais requisitada para o cinema e a televisão.  

Só a partir dos anos noventa, a artista começou a ser reconhecida no país por sua inestimável contribuição para a dança brasileira e para o carnaval carioca. Sua história de luta e superação também foi tema do livro “Mercedes Baptista – A criação da identidade negra na dança”, do escritor Paulo Melgaço. A obra apresenta como a dançarina clássica foi importante referência à valorização da cultura brasileira de matriz africana e na luta pela reafirmação do negro como artista.

“Balé Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista”, vídeo-documentário dirigido por Lílian Solá e Marianna Monteiro, lançado em 2006

Fontes: Mundo  bailarinistico, Museu Afrobrasil, Itaú cultural, Click on dance

Anna Pavlova, uma lenda e uma sobremesa

Você já deve ter provado ou ouvido falar da sobremesa Pavlova. A pavlova é um bolo a base de merengue, crocante por fora e macio por dentro, sendo por vezes decorado com frutos em cima. O que talvez você não saiba é que este doce foi criado em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova.

Anna Pavlova nasceu em São Petersburgo em 1881. Aos oito anos, como presente de aniversário, sua mãe a levou para assistir o balé “A Bela Adormecida”. Anna emocionou-se tanto, que decidiu a partir daquele dia se dedicar à dança.

Fez carreira ainda muito jovem no Ballet Imperial Russo e mais tarde, com a própria companhia, realizou várias turnês pela Europa, América e Ásia. Grande bailarina, destacou-se pela disciplina e pela técnica brilhante, a que uniu a grande expressividade de sua força individual. O seu repertório era clássico, convencional, mas gostava de incluir números de danças étnicas.

Seu ballet mais famoso foi “A morte do cisne”, modificado especialmente para ela pelo coreógrafo Mikhail Fokine. A crítica especializada em ballet é unânime em afirmar que ninguém nunca dançou com tanta dor e talento “O lago dos cisnes“, de Tchaikovski. Suas turnês inspiraram toda uma geração e, com nunca antes, Pavlova levou o ballet a muito mais pessoas. Veio ao Brasil várias vezes, apresentando-se em 1918 no Teatro da Paz em Belém do Pará, e na década de 1920 no Teatro Municipal de São Paulo e do Rio de Janeiro.

No final do século XIX o ideal da bailarina era ter um corpo compacto e musculoso, para poder atender aos requisitos de técnica e performance. Anna Pavlova mudou esta visão com a sua figura feminina, graciosa e delicada. Foi uma das primeiras bailarinas a usar um reforço de couro na sapatilha de ponta. Seus pés eram finos e o peito do pé muito curvado. O reforço servia para minimizar o stress nos dedos e facilitar a execução do “en pointe”, mas as sapatilhas ficavam com uma base mais larga, por isso ela retocava todas as suas fotos para que a ponta parecesse mais fina, preservando o ideal romântico de dançar em pontas minúsculas. Isso que na época causou polêmica, com o passar do tempo tornou-se padrão.

Após uma turnê pela Europa e voltando para a Holanda, o comboio em que viajava descarrilou. Anna resolveu sair do trem para ver o que tinha acontecido e vestindo roupas leves foi caminhando pela neve. Dias mais tarde, foi acometida de forte pneumonia. O cisne estava sozinho no lago. A mulher que poderia retratar a morte e a transfiguração no palco estava lutando por sua vida. Morrendo, ela pediu que seu traje de cisne lhe fosse trazido. Faleceu semanas depois, no auge da fama e perto de completar 50 anos. Somente a morte poderia separá-la da dança.

A sobremesa capta perfeitamente o espírito e a arte de Pavlova. O merengue assemelha-se a um tutu cheio de ondas, e as frutas coloridas lembram o brilho vertiginoso de sua dança. A própria vida do doce parece espelhar a famosa rotina das penas de Pavlova: a beleza desaparece rapidamente depois da criação e, a menos que seja consumida, a fruta e o creme despencam – uma sobremesa que morre, como o cisne.

E não deixe de assistir esta jóia de 1920! https://www.youtube.com/watch?v=5SIhAVGDGPs

Fontes: estoriasdahistoria12.blogspot.com; biografias.netsaber.com.br; dancer.com

A delícia de subir ao palco!

A delícia de subir ao palco!

Mmm… mas o frio na barriga, os nervos, o medo de esquecer os passos?

Ah, tudo isso acontece, faz parte. Não é a mesma coisa que ensaiar na sala de aula. No palco, tem luzes brilhantes, o figurino – que nem sempre é tão confortável como o uniforme – e aquele imenso quadro escuro visto do palco, que é a plateia.

Então pense que você treinou muito para chegar neste momento. Que seu colega ao lado é o mesmo dos ensaios. Que a frente, trás, lado é a mesma, não importa que no lugar da platéia, antes era o espelho.

Aproveite cada segundo, porque no palco, o tempo voa! o melhor de si, sorria, represente, dance e transmita o que estiver sentindo.

E se errar? Continue dançando, afinal a platéia não sabe a coreografia 😉

Com certeza ao acabar de dançar, sua ligação com sua turma será mais forte e uma sensação inexplicável de felicidade tomará conta de você: a delícia de subir ao palco!

Break a leg e bom espetáculo!

Quer saber mais da nossa escola? Contate-nos. A Cia das Artes está também no Instagram e Facebook.

Imagem destacada – Espetáculo Aladdin, 2018, fotógrafo Fábio Capretz

Atividade física na vida moderna

Atividade física na vida moderna

A vida moderna atual é agitada, poderia se dizer que não é mais uma tendência: ela já está instalada e vai ficar!
Também é fato que a rotina (ou não rotina) de homens e mulheres, jovens e adultos –todos sem exceção – precisam da atividade física para que o indivíduo possa ter uma vida saudável e plena, no nível físico, mental e emocional.
Conforme o IBGE, a falta de prática esportiva ou atividade física é mais frequente entre as mulheres: duas em cada três não se exercitam.

Mas, quais são as necessidades conforme a idade e como ter sucesso, ou seja, não começar para logo desistir?

Evitar o excesso de peso e a obesidade

Diminuir a probabilidade de desenvolver doenças (ex: cardiovasculares, câncer, diabetes, manter a pressão arterial)

“Domesticar” o estresse

Aumentar a autoestima

Aumentar a concentração

Sociabilização

Sensação generalizada de bem-estar físico e psicológico.

Quais são as necessidades
Segundo a OMS, adultos entre 18 e 64 anos de idade requerem a prática de exercícios aeróbicos durante 150 minutos por semana, em nível de atividade moderada ou 75 minutos de exercícios aeróbicos em atividade vigorosa

Para pessoas acima dos 65 anos, a recomendação é 150 minutos de exercícios aeróbicos por semana em nível de atividade moderada ou 75 minutos de exercícios aeróbicos em atividade vigorosa.

Os adultos mais velhos, com mobilidade comprometida, devem realizar atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas em 3 ou mais dias por semana.

Atividades de fortalecimento muscular, envolvendo grandes grupos musculares, deve ser feito em 2 ou mais dias por semana.

Como podemos ajudar
As atividades numa escola de dança muitas vezes seguem um currículo de aprendizado, mas em alguns casos é imprescindível evoluir e oferecer ao aluno uma proposta eficaz para que não desista na empreitada por manter a atividade física entre as suas prioridades. E por isso que nós também nos adaptamos à vida moderna atual agitada e agora oferecemos aulas avulsas que se encaixam no seu dia a dia!

Ligue para o 3773-6660 ou melhor, venha nos visitar, conheça nossa escola e poderemos conversar para formatar o melhor plano de atividade física especialmente adaptado às suas necessidades.

Search

+